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terça-feira, 30 de junho de 2015

Dias Melhores

◕‿◕ ♫


Tudo é possível, é só você querer.
Dias melhores virão,melhores em tudo.

"J.Quest - Dias Melhores"

Amigos pelo Caminho

Os amigos são semelhantes aos sapatos 
uns apertam outros ficam largos só os 
que se ajustam aos nossos pés nos ajudam 
a caminhar pela vida. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Como se Morre de Velhice

Resultado de imagem para indiferença no relacionamento

Como se morre de velhice
ou de acidente ou de doença,
morro, Senhor, de indiferença.

Da indiferença deste mundo
onde o que se sente e se pensa
não tem eco, na ausência imensa.

Na ausência, areia movediça
onde se escreve igual sentença
para o que é vencido e o que vença.

Salva-me, Senhor, do horizonte
sem estímulo ou recompensa
onde o amor equivale à ofensa.

De boca amarga e de alma triste
sinto a minha própria presença
num céu de loucura suspensa.

(Já não se morre de velhice nem de acidente nem de doença,
mas, Senhor, só de indiferença.)

Cecília Meireles, Poemas (1957)

Navegar é preciso

Resultado de imagem para NAVEGARPoema de Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 


"Navegar é preciso; 
viver não é preciso."

Quero para mim o espírito desta frase, transformada
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não
É necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso
Tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essência anímica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

SUPERAÇÃO

Vista seu melhor sorriso, 
penteia as preocupações pro lado, 
ajeita o brilho no olhar, 
perfuma a alma de bom humor… 

Agarra a felicidade… 

E vai! O dia é todo seu!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Caçador de mim - Milton Nascimento

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Caçador de Mim - Milton Nascimento




Individualidade da Alma


Cada alma vê o mundo de maneira diferente.

A vida, quando vivida, torna-se para todos um bailado de verdades e mentiras, factos e sonhos. 

E é neste mar de antíteses que todo o ser respira, avistando inevitavelmente um horizonte e sendo ele próprio o horizonte de si mesmo.

Sentimentos



A mudança é a lei da vida.
E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.

John Kennedy

quarta-feira, 27 de maio de 2015

domingo, 3 de maio de 2015

Mudanças da Vida

O GALO QUE CANTAVA PARA FAZER O SOL NASCER

Era uma vez um galo que acordava bem cedo todas as manhãs e dizia para a bicharada do galinheiro:

__ Vou cantar para fazer o sol nascer...

Ato contínuo, subia até o alto do telhado, estufava o peito, olhava para o nascente, cantava e ficava esperando...

Dali a pouco a bola vermelha começava a aparecer, até que se mostrava toda, acima alas montanhas, iluminando tudo. O galo se voltava, orgulhoso, para os bichos e dizia:

__ Eu não falei?

E todos ficavam boquiabertos e respeitosos ante poder tão extraordinário conferido ao galo: cantar pra fazer o sol nascer. Ninguém duvidava. Tinha sido sempre assim. Também o galo-pai cantara para fazer o sol nascer, e o galo-avô...

Tal poder extraordinário provocava as mais variadas reações. Primeiro, os próprios galos não estavam de acordo. E isto porque não havia um galo só. Quando a cantoria começava, de madrugada, ela ia se repetindo pelos vales e montanhas. Em cada galinheiro havia um galo que pensara a mesma coisa e julgava todos os outros uns impostores invejosos. Além do que não havia acordo sobre a partitura certa para fazer o sol nascer. Cada um dizia que a única verdadeira era a sua, todas as outras não passando de falsificações e heresias. Em cada galinheiro imperava o terror. Os galos jovens tinham de aprender a cantar do jeitinho do galo velho, e se houvesse algum que desafinasse ou trocasse bemóis por sustenidos, era imediatamente punido. Por vezes, a punição era um ano de proibição de cantar. Sendo mais grave o desafino, ameaçava-se com o caldeirão de canja do fazendeiro, fervendo sobre o fogão de lenha.

Depois, havia grande ansiedade entre os moradores do galinheiro. E se galo ficasse rouco? E se esquecesse da partitura? Quem cantaria para fazer nascer o sol? O dia não amanheceria. E por causa disso cuidavam do galo com o major cuidado. Ele, sabendo disso, exigia um tratamento de primeira.

E aconteceu, como era inevitável, que certa madrugada o galo perdeu a hora e não cantou para fazer o sol nascer. Mas o sol nasceu sem o seu canto.

O galo acordou com o rebuliço no galinheiro. Todos falavam ao mesmo tempo.

__ O sol nasceu sem o galo... O sol nasceu sem o galo...

O pobre galo não podia acreditar naquilo que os seus olhos viam: a enorme bola vermelha, lá no alto da montanha. Como era possível?Teve um ataque de depressão ao perceber que o seu canto não era tão poderoso como sempre pensara. E a vergonha era grande!

Passou-se muito tempo sem que se ouvisse o cantar do galo de deprimido e humilhado que ele estava. Até que numa bela manhã, o galinheiro foi novamente despertado com o canto do galo. Lá estava ele, no alto do telhado, peito estufado...

__ Está cantando pra fazer o sol nascer, perguntou o peru em meio a uma gargalhada.

__ Não, respondeu o galo.




Antes eu cantava pra fazer o sol nascer. Hoje eu canto porque o dia nasce!



(ALVES, Rubem. ESTÓRIAS DE BICHOS, Adaptação ilustração 
Aldemir Martins)

Acomodações

Eu sei que a gente se acostuma. 
Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. 

E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Por Marina Colassanti

terça-feira, 7 de abril de 2015

Leveza da LUZ

Para experimentar leveza considere-se apenas luz. 

Sem peso e além da atração da matéria a alma pode voar e tocar a liberdade verdadeira. 

Assim torna-se fácil ficar acima dos problemas e manter a mente clara, perspicaz e livre de escravidões.

 A descoberta da sua própria leveza atrai e eleva os outros. 

Sua boa companhia removerá as preocupações da mente e o peso do coração deles.

Quando o mergulhador necessita voltar rapidamente à superfície ele solta o seu lastro. 

Da mesma forma, identifique e abandone definitivamente todos os pesos que estão impedindo o seu vôo. 

Liberte a mente dos antigos padrões e permita a descoberta de novos paradigmas. 

Mantenha-se acima dos problemas e preocupações que tendem a puxar você para o chão, outra vez. 

Seja leve, desafie a lei da gravidade.

Extraído do livro "A Paz de Todo Dia - volume 1”, Editora Brahma Kumaris 

Tudo de Bom


quinta-feira, 26 de março de 2015

Momentos da Vida

Ser feliz não é ter uma vida perfeita. 
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. 
Usar as perdas para refinar a paciência. 
Usar as falhas para esculpir a serenidade. 
Usar a dor para lapidar o prazer. 
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

"Dez Leis Para Ser Feliz", Augusto Cury, Sextante.



sexta-feira, 6 de março de 2015

Ventanias da Vida




Uma vida sem sustos. 
É o que desejo pra mim. 
Não estou dizendo uma vida sem decepções, frustrações ou êxtases: sem sustos apenas. 
Quero aceitar a potência dos meus sentimentos e não ficar embaraçada diante de reações incomuns. 
Poder receber uma ventania de pé, mesmo que ela me desloque de onde eu estava. 
De pé, mesmo com medo.

Martha Medeiros

sábado, 31 de janeiro de 2015

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Semear Otimismo

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz 
e justiça. Digo o que penso, com esperança.  Penso no que faço, com fé.  Faço o que devo fazer, com amor. 
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.  Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.

Cora Coralina

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Maturidade da Alma

A alma com essa virtude terá a habilidade de conservar e não desperdiçar poder espiritual. 

Ela não cairá em extroversão, mas permanecerá introspectiva, estocando energia. 

Fazendo isso, ela será capaz de trazer elevação aos outros em vez de emaranhar-se na tendência de apenas “tomar”. 

Tais pessoas recebem o título de grandes doadoras.



Uma alma madura terá todos os relacionamentos com o Pai e haverá grande firmeza e força no relacionamento de companheiro. 
“Eu nunca estou sozinho, Ele sempre estará junto de mim!” 

Onde há essa grande fé Nele existe também o entendimento de que essa peça do mundo é benéfica. 

Maturidade na alma traz a percepção de que, seja qual for a cena que esteja surgindo no Drama, ela é a correta para o seu crescimento, auto-realização e profundo relacionamento com Deus. Contentamento também está imerso nisso.

Maturidade traz completo desapego de atmosfera negativa, vibrações, palavras ou atividades dos outros. 

Ao contrário, a alma transforma a atmosfera através do poder do silêncio e não é atraída ou afetada por cenas mundanas. Uma alma madura tem auto-respeito e facilmente exercitará a flexibilidade e o poder de moldar-se e acomodar-se. Ela se adaptará confortavelmente em todas as situações e em todos os relacionamentos, lokik e alokik. 

Maturidade é realeza e autodisciplina.

Maturidade espiritual aumenta o valor da alma. 

Maturidade espiritual significa que a alma levará uma vida de equilíbrio entre o auto-serviço e o serviço para os outros. Tais almas são muito amadas por Deus.

domingo, 9 de novembro de 2014